"Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele."
- Caio Fernando de Abreu    (via flo-reando)

(Fonte: t-a-q-u-i-c-a-r-d-i-a, via poetificarse)

"Não gosto de palavras difíceis. Eu gosto da tranquilidade de um texto de fácil compreendimento, de uma leitura gostosa ao fim da tarde, olhando o sol se pôr, deitada em uma grama de um parque qualquer. Eu ando sendo um texto difícil, como uma nuvem negra em meio ao seu sol de meio dia. Você é tão claro, você é tão você. Você é sempre a claridade de um dia bonito de primavera, com o seu calor e sua maturidade. Queria poder ser tuas palavras as vezes, ser tranquila como um dos teus milhares de textos. Queria poder não fazer você chorar com minhas palavras difíceis de despedidas, fazer você sofrer com meus medos. Talvez eu faria um piquenique em um sábado de sol. Mas eu não posso, eu estou longe, estou inacessível. Estou ilegível. Estou longe como sempre estive."
- Flávia Cavalcante (via oxigenio-dapalavra)

(via oxigenio-dapalavra)

"Ela é um paradoxo que por vezes vai além da minha compreensão, ela é a tempestade de verão, ela é o vento fresco de uma noite de primavera.
Ela é como um feriado que você espera ansioso para comemorar,
ela é a história que te prende, com um final que você está ansioso para descobrir.
Ela é o enredo de um filme que te mantém preso ao assento até os créditos finais subirem.
Ela é a brisa que te refresca, quando você entra em uma sala fria num dia quente de verão e o calor de um cobertor em uma noite fria de inverno.
Ela é como aquela música favorita que você não consegue ouvir só uma vez. E mesmo quando você não ouve, ela fica se repetindo em sua mente.
Se ela tivesse a oportunidade de se ver, através dos meus olhos, ela ficaria descrente.
Me olharia com ceticismo, porque desconhece o quanto significa pra mim, mas é assim o modo que eu a vejo.
Então, todos os dias, eu vou lembrá-la até que ela não tenha a menor dúvida.
Todos os dias, ela me encanta de um jeito novo, meu coração nunca teve defesas contra ela.
Ela tomou posse desse espaço que antes estava vazio. E me fez querê-la mesmo que eu já estivesse descrente no amor. Foi como se eu tivesse esperado uma vida inteira por ela. Mas agora que eu a tenho vejo que cada minuto dessa espera valeu a pena."
- Ela através dos meus olhos - Caio Araújo  (via subalternos)

(Fonte: eterneceu, via subalternos)